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LUCAS ISMAEL CERON PADILHA
Data do Falecimento: 11/11/2013
Mais Informações:

LUCAS ISMAEL CERON PADILHA faleceu no dia 11 de novembro de 2013, aos 20 anos. Nasceu em 02 de agosto de 1993. Filho de Sérgio da Silva Padilha e Derlí Ceron. Vivia com Daniela de Quadros Costa. Sepultamento no Cemitério Municipal de Sombrio, SC.

Informações e atendimento da Funerária Santa Catarina, fone (48) 3533-1903.

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Acidente provoca morte cerebral
Lucas da Silva, de  apenas 20 anos, depois de um acidente que o deixou por três dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a fraturas no crânio, teve sua morte cerebral confirmada nesta segunda-feira. O jovem era morador do bairro Lagoa de Fora, em Balneário Gaivota e, segundo informações, trabalhava com o pai em um pavilhão em Araranguá quando sofreu uma queda do telhado.Jovem e com um casamento recente, Lucas trabalhava com o pai na pintura de um pavilhão de uma concessionária de veículos em Araranguá quando sofreu um acidente que o fez cair de uma altura de aproximadamente seis metros, tendo aprofundamento de crânio. Atendido pelo Corpo de Bombeiros de Araranguá, permaneceu internado desde a última sexta-feira na UTI do Hospital São José, em Criciúma, até que na manhã desta segunda-feira foi anunciada a sua morte cerebral. Segundo parentes de sua esposa, a família optou por fazer a doação de seus órgãos.
Fonte: Jornal Correio do Sul, de 12.11.2013
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Nova publicação do Jornal Correio do Sul, edição do dia 13 de novembro de 2013.
 
Generosidade muito além da vida
 
Humilde, carismático e com um coração puro. Assim descreve Daniela de Quadros Costa o seu companheiro de uma curta e intensa trajetória, Lucas Ismael Ceron Padilha, de apenas 20 anos, que teve morte encefálica após um grave acidente, em Araranguá. Por tê-lo como alguém de extrema generosidade, a família optou por dar continuidade aos seus gestos, doando seus órgãos e ajudando outras pessoas a continuarem vivendo."O Lucas sempre foi um lutador, convicto de suas decisões e de grande facilidade em ser amigo das pessoas", conta Daniela que, com 16 anos a mais que o companheiro, teve a prova do quanto ele a amava ao contrariar os pais e dar continuidade ao relacionamento. "Pelo fato de eu ser mais velha, no início a família não aceitava. Mas ele bateu o pé e disse que isso não iria fazer com que nos separássemos."O casal namorou por cerca de um ano e em fevereiro optou por morar junto, fortalecendo ainda mais os laços. De bem novamente com a família, Daniela e Lucas viviam o que ela considera o momento mais feliz de suas vidas. "Eu o amava muito, não sei como vou conseguir seguir em frente sem ele", lamenta Daniela.Lucas era o filho mais velho de Derlei Ceron e Sérgio da Silva, que têm também uma menina de 14 anos e um bebê a caminho, já que ela está no quarto mês de gravidez. "Ele sempre foi um filho maravilhoso, muito alegre e amigo de todos", lembra a mãe.
 
O acidente
Em virtude do relacionamento, Lucas chegou a deixar de trabalhar com o pai e o tio na empresa que oferece serviços de manutenção, reformas e pintura. "Ele trabalhou por três meses em uma confecção, mas não conseguiu permanecer por muito tempo. O que ele gostava mesmo era do trabalho com o pai", explica Daniela. Lucas não tinha medo de subir em telhados, em andaimes ou ficar pendurado na parede de prédios para executar seu serviço. Mas, segundo Daniela, a utilização de equipamentos de segurança sempre foi regra para Sérgio. "Quando havia riscos, eles faziam questão de utilizar os equipamentos de segurança. Neste caso, o lugar onde eles estavam era bastante seguro e não achavam que precisaria."Juntamente com o pai e o tio, na última quinta-feira Lucas trabalhava no telhado de uma concessionária em Araranguá, fazendo a substituição de algumas telhas. Uma rajada de vento fez com que uma das telhas levantasse e golpeasse tanto Lucas quanto seu tio, ocasionando sua queda de uma altura de aproximadamente seis metros.Acionado o Corpo de Bombeiros, Lucas foi rapidamente levado ao Hospital Regional de Araranguá com aprofundamento de crânio, onde passou por uma tomografia e foi encaminhado ao Hospital São José, em Criciúma. Horas mais tarde, precisou passar por uma cirurgia devido ao inchaço do cérebro. "Os médicos já nos alertavam que as chances dele eram poucas e no sábado ele passou por um exame que verificou que o fluxo sanguíneo no cérebro era muito pequeno", lembra Derlei.
 
Espera para doar  órgãos
Ainda com esperança e com centenas de amigos unidos em orações pedindo pela melhora de Lucas, a família foi questionada por membros do hospital sobre a possibilidade de doarem seus órgãos em caso de morte encefálica. Mesmo acreditando na possibilidade de recuperação, os pais e Daniela não tiveram dúvidas em permitir a doação caso a morte fosse confirmada. "Meu filho sempre foi uma pessoa de ajudar os outros, eu sei que ele ia querer isso", comenta a mãe.Em uma conversa meses atrás - conta Daniela - ele perguntou como funcionava e disse que seria um doador de órgãos. "Ainda fez uma brincadeira e rimos em relação a isso", lembra.Na segunda-feira, próximo ao meio dia, os médicos decretaram a morte cerebral e na tarde de ontem uma equipe de transplante vinda de São Paulo fazia a retirada do coração. Córneas, pâncreas, pulmões, fígado e rins seriam transplantados em Blumenau e Florianópolis.O velório foi realizado no salão comunitário do bairro São Luiz, em Sombrio, e o sepultamento na tarde desta quarta, por volta das 16h, no Cemitério Municipal.